Análise Hellblade: Senua's Sacrifice



Review Hellblade

Data de lançamento: agosto 2017
Disponível para: Xbox One, PS4, PC, Switch
Jogado no: PS4

Um game com uma narrativa no meio da mitologia nórdica jogando com Senua, uma guerreira celta que esta em busca de recuperar seu amor perdido e que esta em poder de Hela, uma deusa bem forte e perigosa. Desde o começo do jogo Senua escuta inúmeras vozes em sua mente, cada uma falando diferentes abordagens sobre o momento e situação em qual você se encontra naquele instante.
Foi extremamente sábio ter sido usado essa perspectiva pois você entra muito mais no clima do jogo, seja para entender melhor a história ou até mesmo a jogabilidade. Com isso você emerge muito mais, principalmente nos momentos em que a câmera de personagem passa para 1ª pessoa, entrando completamente no clima como se você estivesse realmente presente ao vivo no local vivenciando tudo seja na hora de ação ou no drama da história.
Hellblade não conta com muitos personagens ou vários arcos no decorrer de sua trama, o que por um lado é bom porque não prolonga demais com muita enrolação mas por outro lado é ruim porque o jogo tem poucas horas (em torno de 10h no modo difícil) desde seu início ao fim ficando com aquele gostinho de quero mais quando acaba.

Alinhado com tudo isso temos uma sonoplastia espetacular que é o ponto máximo do jogo pois como mencionei acima, existem várias vozes se comunicando contigo. Escutando isso num headset ou home theater de qualidade fica impressionante o quão natural isso se torna fazendo você esquecer até o ambiente que se encontra. Sons como andar em lugares que contem água, em casas de madeira e até mesmo quando esta em combate escutando o barulho de uma espada contra um escudo é fantástico.


Hellblade é um game de ação com fases lineares contendo em boa parte somente um caminho central e alguns outros secundários de exploração para resolver puzzles e para localizar as lorestones (pedras informativas).
Os puzzles começam de modo fácil no começo do game tipo dando uma introdução de como funciona e conforme vai passando, eles ficam mais complexos e demandam de mais tempo para resolver. Em minha opinião poderiam ter abusado mais desse recurso que é necessário para avançar no jogo, aumentando sua dificuldade e variando em mais tipos também. Já as lorestones são tipo uns totens localizados em lugares normalmente ocultos e de difícil acesso que complementam a história de Senua ou contando mais sobre a mitologia nórdica, como por exemplo detalhando quem é Odin, o Ragnarok, entre outras . Recomendo para quem não conhece nada sobre essa mitologia, antes de começar a jogar pesquise um pouco mais para não ficar perdido.

Uma característica que faz esse game diferente dos demais é que em momento nenhum lhe é fornecido um tutorial ou dicas de como funcionam as coisas seja para andar, interagir e batalhar, você tendo que ter senso do que deve ou não fazer. Isso reflete bastante no combate quando tem algum inimigo te atacando e você não sabe como derrotar ele porque é novo. Acaba sendo um desafio adicional para os jogadores já que toda batalha você fica num ambiente normalmente redondo, restrito e cercado com mais de um inimigo, estes tendo diferentes aspectos como “posições” de batalha, vida e equipamentos diferentes. Um ponto negativo são as batalhas contra os chefões devido a não ter muitos no jogo e eles não são tão empolgantes assim (mesmo no modo difícil).
Como os confrontos são em locais que são limitados para se movimentar, em alguns trechos existe muito bloqueio por parte do cenário para você se mexer, fazendo com que tome algum hit. Alguns desses bloqueios são propositais para te deixar encurralado mas outros são pequenos “defeitos” em sua programação como não conseguir atravessas algum obstáculo simples caído no chão ou pequenos arbustos.

Com um gráfico bem realista e detalhado, principalmente da protagonista Senua que fica com bastante closes nela para mostrar sua perfeição no trabalho feito. Mas sofre com alguns problemas como muito filtro de granulação em várias partes, sua maioria animações. Não existe um equilíbrio total na paleta de cores escuras (também relacionado com iluminação), ocasionando as vezes ambientes mais claros em uma parte e mais escuros em outra, o que causa problemas nos combates fazendo você ficar preso no cenário por não ver direito. Seu designer de níveis é mediano, é razoável e pouco diversificado no começo do game (parte floresta, ruinas) e do meio para o fim do game melhora ainda mais por abusar de locais fechados podendo fazer um trabalho mais ricos com o máximo de detalhes.

Senua esquerda, atriz Melina Juergens direita

Conclusão: a Ninja Theory responsável pelo desenvolvimento de Hellblade Senua’s Sacrifice foi de contra partida dos seus jogos habituais e conseguiu entregar uma nova IP de qualidade para os jogadores. Com praticamente nenhum bug no gameplay, uma jeito diferente de jogar e uma história mais profunda e bem dramática, fatores para um sucesso certo.

Avaliação: Ótimo.

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