Resenha do filme Morbius
Direção: Daniel Espinosa
Roteiro: Burk Sharpless, Matt Sazama
Elenco: Jared Leto (Dr. Michael Morbius), Matt Smith XI (Loxias Crown/Milo), Adria Arjona (Martine Bancroft), Jared Harris (Emil Nikos), Al Madrigal (Agent Rodriguez), Tyrese Gibson (Simon Stroud), Michael Kaeton (Abutre)
Sinopse: O bioquímico Michael Morbius tenta curar-se de uma doença rara no sangue mas, sem perceber, ele fica infectado com uma forma de vampirismo.
Depois de muita coragem resolvi assistir Morbius mas de mente aberta pois sabia que devido aos quase 2 anos sofrendo adiamento isso não resultaria em algo bom pro filme, e isso é a pura verdade.
O começo do filme por si só é confuso misturando história do presente com a do passado, com transições sem menor tipo de informação, por ai já é algo preocupante afinal de início temos basicamente 3 cenas sendo presente-passado-presente e com elo de ligação muito mal construído. Deixou claro que estavam com sérios problemas pra definir o ponto de partida do filme e como contar a história de anos atrás.
O roteiro de Morbius se perde em vários momentos ao tentar fazer construção de amizades, conflitos e é claro a própria narrativa. Como conjunto desse caos, temos mais cenas de Doutor Morbius trabalhando em seu laboratório e dialogando de forma desnecessária por vários minutos até antes da metade do filme, que não agregam em nada ao conteúdo a não ser mostrar seu drama sofrido pela doença e sua boa intenção de achar um cura pros problemas relacionados ao sangue. A falta de um vilão mais profundo para Morbius foi outro agente danoso a sua trama; este aparecendo somente na reta final do filme, mantendo um certo mistério sobre quem seria mas bem previsível desde o começo.
O roteiro de Morbius se perde em vários momentos ao tentar fazer construção de amizades, conflitos e é claro a própria narrativa. Como conjunto desse caos, temos mais cenas de Doutor Morbius trabalhando em seu laboratório e dialogando de forma desnecessária por vários minutos até antes da metade do filme, que não agregam em nada ao conteúdo a não ser mostrar seu drama sofrido pela doença e sua boa intenção de achar um cura pros problemas relacionados ao sangue. A falta de um vilão mais profundo para Morbius foi outro agente danoso a sua trama; este aparecendo somente na reta final do filme, mantendo um certo mistério sobre quem seria mas bem previsível desde o começo.
Como diretor tem Daniel Espinosa que não é um veterano da indústria e com certeza teve seu momento de auge quando tava à frente do filme Vida de 2017, escolher ele pra dirigir um filme que poderia abrir várias portas para futuras continuações e principalmente estabelecer o personagem que é conhecido popularmente como apenas um mero vilão do Homem-aranha, elevando-o para um outro patamar, deixou a desejar e possivelmente foi um dos erros mais fatais.
Outro dos erros mais prejudiciais do filme são os cortes. Durante todo ele praticamente toda cena dura menos que um minuto e sofre o corte e assim por diante, isso literalmente mata o filme. Deu pra vê que o filme foi todo picotado, depois foi juntando os pedaços e querendo reconstruir em algo concreto, como se fosse um jogo de quebra-cabeça. Talvez a cena mais descarada desse problema é a do policial do FBI (Tyrese Gibson) perseguindo Morbius (Jared Leto) que está no terraço do prédio, e esse mesmo policial sobe de forma inexplicável um prédio enorme de vários andares em 20 segundos até o terraço.
Analisando um pouco das atuações é algo complexo porque o filme gira 90% em torno de Jared Leto que ganha destaque do início ao fim, e embora eu não goste dele como ator, até que conseguiu passar algum sentimento vivido por seu personagem, com algumas participações maiores para Adria Arjona para fazer par romântico com Leto, só que ela parece uma parede e não demonstra nada durante o filme todo e Matt Smith ganha espaço apenas no final porém quase toda em forma de computação gráfica.
Nomes maiores como Tyrese Gibson e Michael Kaeton tem função apenas de figurante, entrando em alguns trechos específicos, dizendo algumas frases e sumindo por outro bom tempo.
Como na atualidade filmes desse tipo gira em torno de computação gráfica, Morbius também se faz necessário e tem altos e baixos (mais baixos). Em seus combates, momentos de voo e corrida é bastante ruim, sua qualidade quase que se comparando as séries da Marvel de menor orçamento, por diversas vezes as cenas de lutas quando em ambiente aberto na cidade, fica um negócio caótico e sem entender nada porque CG não ajuda e para piorar os ângulos que tentam mostrar esses combates ficam fora do quadro e pegam mais as laterais do ambiente ou resultado dos destroços da batalha do que os personagens se confrontando.
Já para os momentos que envolvem transformação física, tais como mudança do rosto e mãos até que ficaram boas e encaixaram perfeitamente pro filme em situações de tensão.
Mas nem tudo é de ruim no filme, tem alguns aspectos positivos e um dos mais bem vistos é tentar fazer algo mais sério, sem todas aquelas piadas e bordões como tem acontecido na última década com os heróis da Marvel, passando pra um outro nível de filme não tão infantil. Outro ponto interessante foi fazer algo mais sombrio mas ao mesmo tempo não tão violento, Morbius não tem sangue pra todo logo ou cenas de partes humanas destroçadas, é apenas como se houvesse realmente um vampiro que morde as pessoas, suga seu sangue, deixa os corpos no chão e pronto; em meio a isso tem suas cenas de transformação (como citei acima) que servem para da um ar de medo e pavor ao ver a criatura e interagir com ela.
Fecho dizendo que Morbius se perdeu ao tentar encaixar esse vilão (ou anti-hrói dependendo do ponto de vista) de forma forçada no mundo cinematográfico do Homem-aranha para futuros filmes.
Morbius quando em sua transformação final é muito superior em questão de vigor e habilidades que o próprio Homem-aranha e não daria pra utilizá-lo também por causa dos seus filmes serem mais "bobos". Já para filmes do Venom ficaria melhor pelo seu DNA ser mais agressivo e sanguinário.
É um filme que sofreu com a pandemia, seu roteiro e cortes desajustados; se fosse lançado junto a essa nova era de heróis lá trás em 2008 na época de Homem de Ferro 1, teria muito mais chance de ter sucesso.
Avaliação: mediano.

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