Análise Top Gun 2
Direção: Joseph Kosinski
Roteiro: Jim Cash, Christopher McQuarrie
Elenco: Tom Cruise (Pete "Maverick" Mitchell), Val Kilmer (Tom Kazanski "Iceman"), Jennifer Connelly (Penny Benjamin), Miles Teller (Bradley Bradshaw), Monica Barbaro (Phoenix), Glen Powell (Hangman), Lewis Pullman (Bob)
Sinopse: Depois de mais de 30 anos de serviço como um dos principais aviadores da Marinha, Pete "Maverick" Mitchell está de volta, rompendo os limites como um piloto de testes corajoso. No mundo contemporâneo das guerras tecnológicas, Maverick enfrenta drones e prova que o fator humano ainda é essencial.
Top Gun 1 - Ases Indomáveis foi um clássico da década de 80, fez Tom Cruise se firmar como uma estrela Hollywoodiana ao lado de Val Kilmer, e 36 anos depois ter lançamento de um novo filme que é uma continuação direta do 1º é algo preocupante pois a indústria do cinema nas mais recentes produções só criam continuações para arrecadar muito dinheiro baseado apenas no título da obra e seu produto final vem sendo uma porcaria, porém com Top Gun Maverick é diferente...
Criar um roteiro é muito complicado para essa temática de combate aéreo (caças) na atualidade devido aos enormes avanços tecnológicos, principalmente quando estamos num momento que tudo gira ou girará em torno de drones, via controle remoto e IA. Com isso era quase impossível criar um roteiro no atual ambiente, felizmente criaram na história uma missão que esses caças mais avançados não poderiam ser usados devido as novas tecnologias de defesas do inimigo anularem eles, entrando em cena os caças mais antigos e o foco do filme é o F-18.
Foi a melhor ideia possível para o filme, sendo obrigado a ter algum personagem veterano a frente para ensinar a mais nova geração da escola de elite Top Gun com quase nulo conhecimento dos equipamentos antigos, entrando em cena para tal, Tom Cruise (Maverick) que deve lhes passar conhecimento técnico e tático.
Cruise nos últimas anos tem feito vários filmes de ação, principalmente Missão Impossível, isso lhe rende muita experiência nesse tipo de filme e sua boa forma física quase aos 60 anos também chama atenção, em conjunto a isso temos ele presente também na produção do filme; o que facilita e cria um cenário para tudo dar certo.
Fiquei preocupado quando vi que o Top Gun 2 teria mais de 2 horas de duração e receoso de ter muita enrolação para prolongar o filme. Para minha sorte e a de todos os espectadores o tempo passa e você nem percebe. Conseguiram captar tudo o que deu certo em Top Gun 1, como as doses de adrenalina, testosterona e romantismo; adaptaram elas e ainda colocaram novos ingredientes como mais emoção nos diálogos e personagens.
Chega em determinada parte do filme que você entra numa cena de ação que dura várias minutos, essa já emenda com outra e quando você pára para respirar e acha que vai ficar algo mais devagar ou com longos cortes, esquece!! Vem mais ação em seguida.
Um momento nostalgia é ver Maverick pilotando sua icônica moto Kawasaki Ninja GPZ 900R de novo e relembrando com velhas fotos o seu passado.
Foi muito bacana perceber que dessa vez (diferente do cenário da década de 80 que era majoritário masculino) deram espaço para as mulheres na equipe Top Gun, temos Monica Barbaro (Phoenix) ganhando esse merecido lugar e atuando muito bem em seu papel. Ao seu lado temos obviamente Tom Cruise (Maverick) e Miles Teller (Bradley Bradshaw), quanto ao Cruise não preciso nem dizer muito afinal ele é o "cara" para filmes desse gênero e Miles Teller (da saga Divergente e Whiplash) é ao mesmo tempo carisma e apreensão, derivada da história do 1º filme para seu personagem; a combinação de ambos é fundamental para a trama e seus respectivos papéis.
Temos novamente a volta de Val Kilmer (Iceman) apenas como ponta devido a um câncer que o ator teve anos atrás na garganta que o deixou impossibilitado de falar, foi necessário recriar artificialmente sua voz para Top Gun 2. Mas garanto que mesmo os poucos minutos que tem sua presença é inesquecível e de muita emoção.
Senti ausência de duas atrizes do filme original, a Meg Ryan e Kelly McGillis (Charlie). Segundo o próprio diretor Joseph Kosinski foi sugestão dele deixá-las de lado e focar em novos personagens. Mas sejamos sinceros, a Meg Ryan podia até ignorar sim porque tem um papel bem pequeno no Top Gun 1, só que a Kelly McGillis era inadmissível pelo fator dupla romântica. Dá para se entender que ela esta bem mais velha (e feia) que o Tom Cruise porém poderiam ter dado um foco mínimo na história para ela e não deixar passar batido isso. Enfim... no seu lugar temos a bela Jennifer Connelly com um papel mais para o lado familiar e de suporte ao Cruise, gerando várias cenas engraçadas quando contracenando juntos.
Não poderia esquecer de mencionar um aspecto que faz enorme diferença para Top Gun Maverick, a sonoplastia. Turbinas dos caças ligando, eles decolando, tiros, explosões no ar, os mesmos causando impacto no solo é algo memorável e sem igual; proporciona uma imersão que te prende e faz prestar atenção até o fim.
Outro aspecto muito bom é que as cenas que envolvem os caças sobrevoando, é feito vários cortes em simultâneo, e neles mostram telas/imagens computadorizadas dos monitores do que está acontecendo efetivamente com o caça e o que deveria ser feito em caso de erros/falhas. Isso da um censo de noção muito maior que o 1º filme e você não fica perdido no que esta rolando nas cenas aéreas.
Acredito que o filme futuramente até concorra a alguma categoria do Oscar e com possibilidades de ganhar.
Top Gun: Maverick conseguiu se inovar e tem grandes chances de marcar novamente uma época, com um ótimo roteiro, atores, diretor com certa prática para o gênero e que trabalhou anteriormente com Tom Cruise em Oblivion são apenas alguns pontos pro sucesso desse filme.
Avaliação: Excelente.

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